Nov 22 2009
O Pânico dos Franceses Começou

Enquanto a pior parte da crise já passou (na opinião dos economistas nos EUA, e do Google também), exite uma onda de choque prevista para o mercado Americano.
O Vinho verdadeiramente caro é agora vendido muito mais barato.
Nos EUA, a quantidade de vinho não diminuiu durante a crise em 2009, mas os gastos generalizados foram de facto a baixo, e portanto os vinhos muito caros sofreram uma forte quebra nas suas vendas.

Os Americanos entendidos em vinho chamam a esta queda a “dead zone” e referem-se aos vinhos a mais de $50 na Califórnia e $30 no estado de Washington.
Enquanto a crise continua, a pressão sobre os produtores da “dead zone” torna-se maior. Os produtores que têm as suas próprias vinhas e ainda têm cash flow estão a segurar os seus preços, porque sabem que a partir do momento em que venderem um garrafa de $100 por $50, será quase impossivel voltar a colocá-la nos $100 quando a crise acabar.
Mas alguns produtores não podem esperar, o seu cash flow é baixo e muitos têm de pagar às adegas às quais compram as uvas, e então vemos cada vez mais vinho caro a ser vendido a preços mais reduzidos (50% ou menos).
A quantidade de produtores que irão descarregar o seu vinho caro no mercado Americano vai aumentar à medida que a crise se prolonga.
Os produtores Portugueses irão, muito provavelmente, ganhar com esta situação, com os seus vinhos a rondar normalmente a casa dos $15, que ainda vende bastante. Para mais, a relação entre a qualidade e o preço do vinho Português continua a ser excepcional, e mesmo os vinhos mais caros acabam por proporcionar uma “pechincha” para o consumidor.
Interrogo-me se o mesmo processo está a dar-se no mercado local, e se produtores com “pulmões vazios” estejam agora a vender os seus vinhos mais caros a preços mais reduzidos?
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