May 11 2010
A Luta Pelo Direito De Vender

América – a terra da concorrência e comércio livres.
Os EUA estão baseados na ideia de mercado livre, não aos monopólios, e o direito a toda a gente de vender e competir.
Esta é a base desta forte economia, e quando o público ou os legisladores pensam haver a hipótese de alguém ou alguma empresa que possa destruir esta concorrência leal – um monopólio, o estado intervém imediatamente e assegura-se de que isto não acontece (lembra-se da altura em que a Microsoft teve tantos problemas com os governos dos EUA por serem já um monopólio?) 
Na maioria das áreas da economia nos EUA o espírito de mercado livre e concorrência é bem guardado.
A Proibição 1920 – 1933
Em 1920 o governo Americano tornou a produção e venda de licores uma ilegalidade. Esses anos estavam cheios de produção clandestina de licor (especialmente pela Mafia) e o governo a tentar impedi-lo.
Al Capone, o cabeçilha da Mafia naquela altura é bem conhecido pela sua crueldade e pelo gigantesco negócio que a Mafia produzia dos licores.
Sistema de 3 Níveis
Este sistema surgiu após a Proibição, e a partir da ideia de separar a produção da distribuição e do retalho, para que nunca mais houvesse a possibilidade da Mafia controlar todo o mercado e monopilizá-lo.
Isto significa que o primeiro nível – produção ou importação – não pode ser um distribuidor ou vendedor. O distribuidor não pode produzir ou importar e não pode ter lojas, e o retalho não pode importar ou distribuir.
NOS ÚLTIMOS ANOS EXISTEM MUITAS reclamações a este sistema. As adegas dizem que os distribuidores são aqueles que decidem para o consumidor o que está disponível nas lojas. Os distribuidores são aqueles que podem elevar ou destruir uma adega. E os produtores mais pequenos são os que sofrem mais.
As lojas também se queixam, porque não podem ter o vinho que querem e que o seus clientes procuram, os distribuidores são aqueles que decidem por eles.
Nos últimos anos têm existido muitos casos em tribunal de produtores a exigir o direito de vender a lojas e restaurantes, bem como a vender online.
Os distribuidores claro, com um forte lobby em Washington, estão a tentar aprovar agora uma lei que proibia as adegas de lidar directamente com o público e as lojas, e o Congresso poderá decidir em breve se os consumidores poderão comprar vinho directamente das adegas ou não, e esta legislação está a avançar mais depressa do que muitos observadores da indústria antecipavam.
Esperança
Com o sistema de 3 níveis fora de jogo, o vinho irá juntar-se ao mercado livre dos EUA, e isto é bom para os Vinhos Portugueses, que são afinal um bom negócio para o consumidor, e irá certamente beneficiar da concorrência livre podendo vender a quem quer que queira comprar.
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