Jul 14 2010
Avaliar O Vinho Grego Ajuda-nos A Perceber Os Problemas Portugueses

As razões de um Blogger Americano para o vinho Grego não ser bem sucessido nos EUA
Wine Dude descreve as razões, que ele calcula, fazerem com que o vinho Grego não se dê bem nos EUA.
O blogger foi convidado pelos Gregos a visitar o país e provar os vinhos (*dica* ViniPortugal *dica*), e aqui fica um resumo do que ele escreveu:
- “Tem havido muito pouco esforço em explorar a história fantástica, paisagens de vinhas espectaculares, e afinidade com a comida que os vinhos Gregos têm.
- Nas lojas Americanas o vinho Grego recebe muito pouco espaço na prateleira, em parte porque não vende muito bem, porque…
- … os consumidores assustam-se com nomes de castas como Assyrtiko, Mavrotragano e Nykteri, que não sabem pronunciar, e das quais não se faz ideia a que sabem.
- Regiões como Santorini vendem a maioria da sua produção, e têm pouco incentivo para competir em preço, que é usualmente $5-$10 mais caro que vinhos comparáveis na prateleira com castas que os Americanos sabem pronunciar e conhecem muito bem.”

Portugal tem os mesmos problemas
Infelizmente, Portugal está no mercado Americano há muitos anos, e penso que a ViniPortugal e o IVV estão ainda “presos” a um modo de pensamento antiquado, e não estão totalmente cientes que:
1. É preciso dar INFORMAÇÃO substancial, real, e de fácil compreensão acerca do vinho Português, cultura e nação, para que seja FÁCIL e MEMORIZÁVEL ao consumidor Americano ler e compreender – a ViniPortugal, o IVV, e claro cada um dos produtores, tem que mostrar e reforçar o ÚNICO que há nos vinhos Portugeses – infelizmente esta mensagem ainda não é clara, e logo, a penetração do vinho Português é tão custosa e leva tanto tempo.
2. Não há linhas condutoras para os produtores, para lhes mostrar como promover os seus vinhos, e para que o impacto no consumidor e lojas seja muito maior, sendo a mensagem a mesma e repetida milhões de vezes! Não existe liderança que mostre a cada adega individualmente como se promover a si própria, ENQUANTO promove Portugal, assim como criar mais negócio para si e para outros!
3. Os nomes Portugueses! Compreendo o ORGULHO que leva aos responsáveis escrever em Português e ter nomes que são Portugueses, mas não existe nenhum Americano capaz de Pronunciar o ç, h, ou o ~. Provavelmente não existe forma de alterar todos os nomes, mas por exemplo, foi um grande passo mudar Estremadura (que não diz nada aos Americanos) para Lisboa, mas porque não mudar logo para LISBON, que seria melhor compreendido pela maioria dos consumidores em todo o mundo?
4. A concentração excessiva no mercado nacional, faz com que os produtores se mostrem bastante resistentes a mudar os rótulos Portugueses e os seus nomes (e claro que para imprimir e aprovar outros rótulos é também um custo, que quando não se está a exportar muito parece um mau investimento). Agora que o mercado local é lento, estou certo que os produtores estão dispostos a mudar e investir em novos mercados para que possam ter mais vendas.
Está na mão dos produtores e do governo (IVV e ViniPortugal?) fazer algo em relação a estes pontos. Corrigir estes pontos irá produzir bastantes mais resultados para o dinheiro investido no mercado Americano por Portugal.
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