Jul 20 2010
Blue Nun Vende Desde 1921

Isto deve-se ao valor da marca
“Tudo começou em 1857, quanto Hermann Sichel fundou o seu negócio de vinho em Mainz, Alemanha. A empresa despoletou quando decidiram comemorar a colheita extraordinária de 1921 com um rótulo especial: BLUE NUN (Freira Azul em Português). A nova marca conquistou reconhecimento imediato no Reino Unido e podia ser encontrada na maioria dos hotéis e restaurantes Londrinos de topo.” (do site da blue nun)
“Blue Nun foi considerada por alguns a primeira marca de vinho globalmente massificada, uma distinção inesperada para um vinho Alemão. A sua história tem portanto o seu cunhado na globalização do vinho”. Escreveu o blogger Wine Economist.
“Entre as décadas de 50 e de 80, foi provavelmente a maior marca de vinho internacional.” – Wikipedia – “No início dos anos 50, o Blue Nun foi promovido como um vinho que podia ser bebido durante toda uma refeição, eliminando o problema muitas vezes intimidatório da conjugação entre vinho e comida. Blue Nun pode ser considerado como o primeiro vinho a ser produzido, e eficazmente comercializado numa perspectiva de mercado de massas global.”

O Blue Nun original tinha duas freiras vestidas em fatos castanhos tradicionais, mas mudou e agora o rótulo é este:

Escrevo sobre esta marca porque penso ser um bom exemplo de como uma boa marca, nome E embalagem (veja também a garrafa) fazem uma história de vendas de sucesso há quase um século.
Exemplos Portugueses
Quando pensamos nisto, vemos que os produtores Portugueses de vinho já tiveram a felicidade de testemunhar os resultados soberbos do branding e rótulos produzidos por dois sucessos Portugueses.
“Lancers é uma marca de vinho ligeiramente gaseificado, com um nível médio de açucar, produzido por J. M. da Fonseca em Portugal. A marca foi criada em 1944, quando a Vintage Wines of New York previu que o consumo de vinho nos EUA iria aumentar depois da 2ª Guerra Mundial. Um Lancers espumante produzido em método continuo, foi introduzido no final dos anos 80.” – Wikipedia

“Mateus é uma marca de frizante rosé de teor médio de açúcar, produzido em Portugal. A marca foi criada em 1942 e a produção começou no final da 2ª Guerra Mundial. O vinho foi especialmente desenhado para apelar ao crescente mercado Norte Americano, e os mercados do norte da Europa. A produção cresceu rapidamente nos anos 50 e 60, e no final dos anos 80, acompanhado por uma versão de branco, constituia mais de 40% da tabela de exportações de Portugal. Por esta altura, as vendas em todo o mundo eram de 3.25 milhões de caixas por ano.” Wikipedia.

Conclusão
Espero que os produtores de vinho em Portugal deêm muito mais importância, ao investimento de tempo e dinheiro em esforços de marketing, planeamento, estudos, e IMAGINAÇÃO, antes de decidirem um novo nome para o seu vinho.
Acho um pouco estranho que as adegas aqui ainda estejam a “diluir” o efeito da sua marca, ao dar nomes diferentes a cada referência, sem qualquer marca “umbrella” para todos os vinhos.
Mas dos exemplos que estão acima, quero salientar a importância dos factores de sucesso:
1. Uma nome de marca – que tenha sido bem pensado e com palavras facilmente pronunciáveis em todo o mundo sem “queimar a língua”.
2. Um bom rótulo
3. Usar a garrafa enquanto parte da marca (forma e côr)
Mas na minha opinião, o ingrediente mais importante nestes casos de sucessos, tem a ver com o facto de que tudo começou com a ideia de lançar um vinho para o mercado internacional. Temos que começar pela ideia central, de onde queremos vender o nosso vinho, a quem, e em que quantidades.
Espero que possamos assistir no futuro breve a mais sucessos internacionais, com a ajuda do branding correcto.
Nota: TUDO o que está acima é essencial para entrar no mercado, mas também é preciso que o vinho tenha “pernas para andar” – uma boa qualidade e um bom preço.
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